- É permitido o voo triplo?
Não, só é permitido o voo duplo – instrutor + aluno.
- Com quanto tempo de antecedência devo realizar a reserva?
Vai depender da época – na alta temporada (meses de verão mais julho, agosto e nos feriadões) a procura é muito grande. Cada piloto só pode realizar 4 voos por dia, então é bom reservar o quanto antes para garantir a sua vaga.
- O voo é realizado da Pedra da Gávea?
Não, decolamos da Pedra Bonita (520 metros de altura), dentro do Parque Nacional da Tijuca, ao lado da Pedra da Gávea. O ponto de encontro é na Praia do Pepino, em São Conrado, em frente ao quiosque Guaraviton/Voo Duplo/SkyBird. Dali vamos para o Clube de Voo, onde você vai se associar (pagando uma taxa de 15 reais) e assinar um termo de responsabilidade.
- Porque tenho que me associar ao Clube de Voo?
Para que você possa realizar o voo duplo, é necessário ser um aluno de voo. Não é permitido o voo panorâmico ou turístico em aeronaves experimentais (como as asas e parapentes), somente o voo de instrução, segundo as normas vigentes da aviação, sob o controle da ANAC. Portanto, para que você seja um aluno mesmo por apenas um único voo, é necessário estar matriculado no CSCVL e assinar um termo de responsabilidade no qual assume que conhece os riscos inerentes ao esporte.
- Quais são os riscos?
Como qualquer modalidade de aviação, há riscos envolvidos e administráveis na operação. Dependemos principalmente dos três seguintes fatores: o humano (experiência e preparo do piloto), o material (condições do equipamento – estado, manutenção adequada etc) e o ambiental (condições atmosféricas adequadas a realização da atividade). No caso do voo duplo, exige-se uma mínima participação do aluno, principalmente na decolagem, com uma corrida leve.
Considere as estatísticas - a probabilidade de acidentes é praticamente desprezível, desde que você escolha um piloto experiente e prudente. Nós da FlyTourBrazil voamos há mais de duas décadas milhares e milhares de vezes sem nenhuma ocorrência negativa.
- Qual a diferença entre asa e parapente? Qual o mais seguro?
As asas têm uma aerodinâmica melhor, produzem menos arrasto e voam mais velozes graças à sua estrutura, formato, e posição de voo. Na asa você voa ao lado do instrutor, em um nível ligeiramente acima.
Os parapentes possuem um voo mais lento, e sua posição de voo é sentado à frente do instrutor.
A segurança do voo depende do piloto e não do equipamento, pois apesar de seus limites operacionais serem diferentes, é ele quem decide se decola ou não naquelas determinadas condições.
A asa, pela sua posição de voo, é mais “pássaro” e aerodinâmica, com uma completa visão para baixo, mas os parapentes são os mais indicados para alunos pesados (acima de 90 kg) devido à sua maior área vélica, que gera mais sustentação.
- Quanto custa o voo? Como é a forma de pagamento?
Claro que o voo duplo de instrução é cobrado. Nossos equipamentos são importados, caros e necessitam de manutenção rigorosa e constante. Para que o piloto chegue ao nível de instrutor (nível avançado ou nível 4) é preciso que ele se dedique integralmente à atividade, participando de competições, viajando e angariando o máximo de experiência técnica, o que envolve gastos consideráveis.
As aulas são pagas individualmente e preferencialmente em dinheiro. Aceitamos também cartões de crédito Visa e MasterCard, mas as promoções oferecidas e descontos para os pagamentos à vista não podem ser aplicados neste caso, pois as operadoras de cartões nos cobram taxas de serviço. Para saber mais sobre os custos, fale conosco clicando aqui.
- Qual a melhor hora para se voar? Dá para voar em um dia nublado?
Normalmente pela manhã os voos são mais tranqüilos, e à tarde um pouco mais turbulentos devido ao vento. Para um primeiro voo recomendamos marcar pela manhã.
Quanto às nuvens, dependendo de seu tipo, altura e deslocamento, podem significar voos excelentes mas também provocar o seu cancelamento. O vale de São Conrado tem características peculiares. Ocorre muito de a pessoa achar que por estar nublado e fechado o tempo não seja possível voar, e no entanto, este pode ser o “voo do ano”, de tão bom. Portanto, deixe para o piloto analisar e recomendar a hora e condição para que você tenha a melhor experiência possível.
- Quantas fotos tiramos em voo? Qual a diferença entre fotos normais e panorâmicas?
Podemos utilizar três câmeras diferentes em nosso voo, e a escolha delas vai depender do seu gosto e orçamento. As fotos normais são tiradas da lateral da asa com uma câmera Sony de alta qualidade, e sua quantidade vai depender da duração do voo, mas normalmente entre 20 e 30 fotos.
As fotos frontais panorâmicas são tiradas com uma câmera GoPro (quase 180 graus de visual) montadas em frente à asa, e são sacadas pelo menos umas 40 imagens.
Quanto ao video, filmamos desde os procedimentos de rampa, passando pela decolagem, o voo inteiro e o pouso, proporcionando um registro completo da experiência. Usamos uma câmera Sony de alta qualidade que grava diretamente o seu próprio DVD. Temos como mais uma alternativa a filmagem em HD, feita com a GoPro (a câmera onboard favorita das TV’s para os esportes radicais, devido à sua leveza e alta definição).
- E quanto aos equipamentos de voo? São bons?
Os melhores! Só utilizamos equipamentos de primeiríssima linha, renovados periodicamente e mantidos com rigor aeronáutico.
As asas são importadas, fabricadas por conceituadas indústrias com muita tradição. Usamos dois modelos: a Falcon Tandem, da americana Wills Wing, um dos pioneiros na fabricação de asa delta, e a Target Tandem, da ucraniana Aeros, divisão aerodesportiva da indústria que fabrica nada mais nada menos que o Tupolev, o maior avião do mundo.
Os cintos de voo e o paraquedas de emergência são nacionais, confeccionados por conceituados fabricantes (como a SOL Paragliders, uma das mais expressivas fábricas do planeta).
Portanto, fique tranqüilo. Nosso intuito é curtir o voo livre dentro do maior padrão de segurança possível. |